Sabe que gestantes mortas podem dar à luz? Confira este artigo!

Durante a história, muitas mulheres morreram durante a gravidez. Apesar de trágico, alguns deles trazem um detalhe curioso.

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Muitas mulheres conseguiram dar à luz mesmo após a morte. Antigamente, em épocas muito frias para a realização de um enterro, os corpos das mulheres mortas ficavam alojados em casa. Os gases que se acumulavam dentro de um corpo, combinados com o amolecimento da carne, poderiam induzir o organismo a expelir o feto. Estes eventos eram raros, mas muitos foram documentados.

Os gases do interior do corpo podem ser acumulados pela degradação das células, devido ao interrompendo de suprimento e absorção de oxigênio. As bactérias anaeróbias, dessa forma, multiplicam-se, resultando na criação de metano e dióxido de carbono, causando inchaço no corpo. Estes acúmulos volumosos fariam a função das contrações uterinas, fazendo com que o feto fosse forçado a passar pelo canal vaginal. Assim, aconteceria um parto pós-morte.

Estes acontecimentos, no passado, eram motivos de diversos boatos, mas, na maioria das vezes, incluía a falta de um embalsamamento adequado e um enterro tardio. Um dos casos mais antigos foi relatado em 1551, quando uma vítima da Santa Inquisição deu à luz muito tempo após sua execução, ainda enquanto estava pendurada pelo pescoço na forca. Outro caso presente nos artigos médicos antigos, aconteceu na Bélgica, em 1633, onde outra mulher deu à luz após 3 dias do seu falecimento.

Além do parto involuntário pós-morte, há também o forçado. Este acontecimento é documentado desde a antiguidade, inclusive na Mitologia Grega.

Esculápio, o deus da medicina, teria sido arrancado do útero de sua mãe após sua morte, no Monte Olimpo. No passado, os médicos tentavam salvar os bebês de gestantes falecidas abrindo seu abdômen. Em uma das práticas bizarras realizadas pela Igreja Católica, antigamente, os padres precisavam fazer o mesmo para batizar os fetos, mesmo que sem chance de salvar as crianças, para que jamais precisem passar pelo purgatório.

Atualmente, o fenômeno é raro, pois os corpos, normalmente, passam pelo embalsamamento, envolvendo produtos químicos no processo. Eles acabaram retardando a decomposição do corpo, fazendo com que grande parte dos fluidos corporais e dos microrganismos da putrefação sejam eliminados antes que causem reações involuntárias.

Mesmo assim, em 2005, na Alemanha, uma gestante foi encontrada morta em seu apartamento, após overdose de heroína, já em estado avançado de decomposição. Em sua necropsia, os médicos encontraram o bebê, quase metade livre do útero.

Em 2013, houve o caso mais recente de nascimento pós-morte. Uma refugiada do Oriente Médio tentava fugir de seu país em direção à Europa, e acabou morrendo. Quando foram remover o corpo, em sua calça, um bebê foi encontrado.

Vimos em: todayifoundout.com

Foto: Reprodução / megacurioso.com.br

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