Após tentar engravidar várias vezes, mulher espera quadrigêmeos!

Uma moradora de Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul, tinha o sonho de ter um filho. Ao lado do marido, ela alimentava o desejo da maternidade. Quando o teste de gravidez finalmente deu o resultado positivo tão esperado, a vendedora Daniela Araújo de Oliveira conta não ter acreditado.

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“Eu não sabia se eu contava, não contava, se era verdade. ‘Deve ter dado errado’, porque tantos que eu fiz e deu errado, não vai ser agora que vai dar certo, né”, relata Daniela.

O que ela não sabia é que iria passar o seu primeiro dia das mães grávida de quadrigêmeos. Quando recebeu a notícia, passou a desconfiar do próprio médico.

“Na hora foi um susto, meu Deus. A gente não esperava. Aí o doutor começa a falar que era um e depois outro e tinha mais um e tinha mais um. E daí tu vai pensar o quê? Ele tá louco, o doutor tá louco. É mentira”, conta a mãe de João Vitor, Alehandra Yasmin, Dennis Renato e Henrique Valdir.

Casos como os da Daniela são raros. Os médicos estimam que uma gestação de quadrigêmeos de forma natural ocorre em uma proporção de uma para cada 600 mil gestantes. Desde a 28ª semana de gestação, ela se mudou para o hospital. O marido acompanha tudo de perto, cheio de entusiasmo.

“Eu acabei fazendo uma promessa: se fossem gêmeos, eu faria 10 anos de caminhada na romaria aqui em Erechim. E acabou vindo o dobro de pessoas aí”, diz Renato Valdir de Paula.

Estudos mostram que cada bebê a mais representa, em média, três semanas a menos de gestação. Por essa conta, os três meninos e a menina de Daniela já deveriam ter nascido.

“Acho que eu não vou ver de novo. É um caso especial, o da Daniela. Ela é uma paciente especial em ter essa gestação de quadrigêmeos e evoluindo da forma que está”, afirma o radiologista Paulo Fernando da Silva.

Para os novos integrantes da família serem recebidos, o casal fez uma reforma na residência Um puxadinho foi feito. Os quatro irmãos nem chegaram ainda e o espaço já está pequeno.

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Quase todas as roupas e fraldas vieram de doações. Para caber tanta solidariedade em uma casa só, todo mundo ajuda um pouco. A avó dos bebês vai ter um dia mais do que especial.

“Mãe em dobro, né. Sou vó de quatro agora. Vovó coruja cheia de neto em roda”, comemora a mãe de Daniela, Marilene Araújo.

Vimos em: g1.globo.com

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