5 problemas de saúde que podem estar por trás da comichão vaginal!

Sentir coceira na região íntima é um indicativo de que algo está em desequilíbrio. Por isso, sempre que este sintoma aparecer, deve ser investigado por um médico. A causa pode variar desde a simples falta de higienização até uma doença grave, como o câncer.

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O que pode ser:

Higiene incorreta: A ginecologista da Clínica da Mulher do Hospital 9 de Julho Bárbara Murayama afirma que a causa mais comum da coceira é a limpeza inadequada da vagina. “Muitas mulheres não aprendem a lavar corretamente a região por conta de um tabu mesmo, porque não conhecem bem o próprio corpo e não querem tocar muito a vagina durante o banho”, afirma a especialista.

Candidíase: O segundo problema mais comum que ocasiona o sintoma é a candidíase, uma infecção vulvovaginal causada por um fungo. “Em geral, dá muita coceira e pode ocorrer inúmeras vezes ao longo da vida”, afirma Dra. Bárbara. “Algumas mulheres têm todo mês”, completa. A candidíase pode causar ainda dor pélvica e incômodo durante a relação se*ual, além de corrimento, atrapalhando consideravelmente a qualidade de vida da paciente.

Secura vaginal: O ressecamento da vagina é uma causa menos comum do problema e que acomete, na maioria das vezes, mulheres na menopausa. A ausência dos hormônios que hidratam a região íntima deixam a vagina seca, o que causa coceira.

Doenças: O sintoma também é típico de algumas doenças. A mais comum delas é o líquen, uma doença inflamatória que pode acometer pele ou mucosas e causa, além de muita coceira, manchas brancas na região afetada.

O câncer de vulva é uma doença rara que também pode provocar coceira. Segundo a ginecologista, a condição é mais comum entre mulheres mais velhas.

Já a herpes é uma doença se*ualmente transmissível (DST) que pode se manifestar inicialmente através de coceira na região íntima. “Mas depois aparecem outros sintomas, como ardência, bolhas e, às vezes, corrimentos”, informa a médica.

Alergia: Por fim, a coceira na vagina pode ser desencadeada por uma alergia. Absorvente, protetor diário, sabonete íntimo, gel ou óleo lubrificante e brinquedos eróticos são alguns dos fatores capazes de provocar uma reação alérgica na área íntima da mulher. “Algumas apresentam uma irritação bem importante que pode evoluir para algo mais sério. É fundamental descobrir a causa da alergia”, alerta Dra. Bárbara.

Como tratar: Ao notar o sintoma, é imprescindível procurar um médico ginecologista para investigar as possíveis causas do problema. A candidíase normalmente é tratada com medicamento antifúngico, que pode ser em comprimido, em creme ou os dois.

Já a alergia pode ser aliviada com antialérgico e anti-inflamatório tópicos, além da suspensão imediata do uso do produto que está causando irritação. “Em alguns casos, é preciso bloquear a menstruação para tratar o incômodo”, afirma a especialista.

No caso de suspeita de alguma doença importante, Dra. Bárbara afirma que é necessário colher material para a realização de biópsia.

Orientações: Por mais difícil que seja, tente não coçar a região. Isso pode machucar e até cortar a pele da vagina, piorando o quadro.

Não recorra a soluções caseiras, como banho de assento ou ducha íntima. Além de mascarar a origem do problema, você pode agravar o quadro ou até gerar novas condições, dependendo do produto que utilizar.

Aprenda a lavar corretamente a região. Você deve limpar bem entre os grandes e pequenos lábios, afastando a pele com os dedos. Deixe correr bastante água.

Sempre que possível, use roupas frouxas, saias e calcinhas de algodão. Evite calça jeans muito justa, bem como calça e shorts de couro e calcinha de tecido sintético. Procure dormir sem roupa de baixo para arejar a região.

Se perceber que o uso de absorvente irrita sua pele, opte pelo interno. Evite também o uso de protetor diário fora do período menstrual.

Evite usar lenços umedecidos para higienizar a região íntima: o ideal é lavá-la apenas com água e sabão, para não alterar o pH ou remover a camada de gordura que protege a área. O uso de desodorantes íntimos também é contraindicado, pois pode alterar a flora vaginal.

Lembramos que o comparativo da pesquisa não exprime algum tipo de ideologia ou apologia a tal tema de responsabilidade do site, estamos apenas reproduzindo um conhecimento científico.

Vimos em: bolsademulher.com

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